Instituto Pensar - Fundação João Mangabeira lança boletim sobre Economia Criativa

Fundação João Mangabeira lança boletim sobre Economia Criativa

Evento aconteceu nesta quarta-feira (08/11) na capital de S√£o Paulo

A sexta edi√ß√£o do boletim Conjuntura Brasil, publica√ß√£o trimestral da Funda√ß√£o Jo√£o Mangabeira (FJM), traz ao debate o tema Economia Criativa. Aplicada sob o olhar socialista da Funda√ß√£o, o texto apresentado como Socialismo Criativo exp√Ķe as sa√≠das para crise financeira do Pa√≠s por meio da intelig√™ncia e criatividade humana, tendo como base a valoriza√ß√£o dos produtos culturais e de educa√ß√£o. O boletim foi lan√ßado na √ļltima quarta-feira (08/11) em S√£o Paulo.

Realizada na sede da Escola Brit√Ęnica de Artes Criativas (EBAC), a solenidade foi mediada pelo presidente da FJM, Renato Casagrande, e contou ainda com a participa√ß√£o do vice-governador de S√£o Paulo e presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), M√°rcio Fran√ßa, do secret√°rio de Cultura do Estado de S√£o Paulo, Jos√© Luiz Penna, do diretor da EBAC, Maur√≠cio Tortosa, do secret√°rio de Ci√™ncia, Tecnologia e Inova√ß√£o do Estado da Bahia, Vivaldo Mendon√ßa, da professora e ex-secret√°ria de Economia Criativa do Minist√©rio da Cultura, Cl√°udia Leit√£o, e do autor da obra, o ex-secret√°rio de Turismo do Estado da Bahia e presidente do Instituto Pensar, Domingos Leoneli. O ex-ministro Aldo Rebelo tamb√©m prestigiou o evento, bem como autoridades e militantes que participaram do debate.

O presidente da FJM, Renato Casagrande, destacou que a publica√ß√£o tem como objetivo orientar os mandat√°rios, militantes e simpatizantes do PSB, e refor√ßou que o tema escolhido nesta edi√ß√£o √© de extrema import√Ęncia para a elabora√ß√£o de um Plano Nacional de Desenvolvimento. ¬ďN√≥s escrevemos nesse boletim n√£o s√≥ sobre Economia Criativa, mas sim sobre Socialismo Criativo. Nossa miss√£o √© usar a economia como um instrumento para o crescimento do Pa√≠s e, principalmente, na diminui√ß√£o das desigualdades. N√£o h√° caminho de evolu√ß√£o onde n√£o se invista em Educa√ß√£o e Inova√ß√£o. O tema √© urgente.¬Ē, explica.

O vice-governador M√°rcio Fran√ßa tamb√©m destacou a import√Ęncia de implantar o assunto no debate com a sociedade, pois muitas vezes as pessoas executam trabalhos que condizem com o conceito de Economia Criativa e n√£o se d√£o conta disso. ¬ďO governador Geraldo Alckmin me deu a tarefa de estudar e identificar as partes de S√£o Paulo que j√° atuam no setor, pois muitos artes√£os, designers, programadores j√° fazem isso e n√£o sabem. E essa pesquisa resultou em um novo projeto j√° implantado, que s√£o as Escolas T√©cnicas de Economia Criativa¬Ē. Segundo Fran√ßa, foram abertas cinco unidades de ensino gratuito na modalidade e o projeto prev√™ a amplia√ß√£o para 150. Ele tamb√©m parabenizou os trabalhos da FJM ao instruir e pautar os partidos e a sociedade por meio de temas que ajudam na constru√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas.

O autor do texto Socialismo Criativo, Domingos Leoneli, explicou que se baseou em diversos pesquisadores e economistas, entre eles a professora Cl√°udia Leit√£o, que comp√īs a mesa e debateu com os presentes sobre a necessidade do Brasil se modernizar e tratar a Cultura como um segmento da economia. Cl√°udia foi respons√°vel pela elabora√ß√£o do Plano Nacional de Economia Criativa, enquanto esteve no Minist√©rio da Cultura.

Diante das pesquisas, Leoneli explica na publica√ß√£o que o Brasil possui mecanismos pr√≥prios que o torna prop√≠cio a ser refer√™ncia em Economia Criativa, mas falta gest√£o para que isso ocorra. Ele relata que a criatividade √© a sa√≠da para o momento de crise, e deve ser levada a s√©rio em suas diferentes vertentes. ¬ďTemos um pa√≠s diversificado culturalmente, o que j√° nos oferece uma vantagem na Economia Criativa, mas √© preciso gest√£o. Por exemplo, o Brasil √© o quarto consumidor de games do mundo, por√©m, estamos muito longe de entrar no ranking dos 10 primeiros desenvolvedores de games. Precisamos mudar isso, enxergar a moderniza√ß√£o da economia¬Ē. O autor cita ainda que a Economia Criativa cresce cerca de 6% ao ano, e se unir produtos oriundos de Cultura e Turismo a marca chega a 7% do PIB nacional.

Os secret√°rios Jos√© Luiz Penna e Vivaldo Mendon√ßa tamb√©m refor√ßaram a necessidade de urg√™ncia em tratar a Cultura como Economia Criativa. ¬ďVoc√™s podem n√£o acreditar ou criticar, mas produtos como a m√ļsica baiana, por exemplo, movimenta mais o setor econ√īmico do que algumas ind√ļstrias. N√£o podemos ser engolidos por essa onda conservadora, temos que expandir os conceitos e enxergar oportunidades¬Ē, disse Penna.

Ao final do evento, o presidente da FJM doou à EBAC exemplares da revista Politika, uma publicação semestral bilíngue da Fundação em parceria com a universidade alemã Humboldt-Viadrina. O próximo boletim Conjuntura Brasil será lançado em três meses e um dos temas sugeridos é Sistema Tributário.


Fonte: siteFJM



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